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| | Marcelo Oliveira Rodrigues (UnB)
Materiais inteligentes vão muito além de uma fronteira tecnológica. Eles representam a possibilidade concreta de transformar o conhecimento químico construído na iniciação científica, no mestrado e no doutorado em soluções reais com impacto ambiental, social e econômico. Quando desenvolvidos com intencionalidade desde a bancada, esses materiais permitem que conceitos fundamentais de química como estrutura, reatividade, interação em nanoescala e desenho racional de materiais sejam convertidos em tecnologias aplicáveis à agricultura, à restauração ambiental, à captura e valorização do carbono e à construção de sistemas produtivos mais sustentáveis. Nessa lógica, a inovação deixa de ser um destino distante e passa a ser uma continuidade natural da formação científica, mostrando que a pesquisa acadêmica pode, simultaneamente, gerar conhecimento de alto nível e enfrentar desafios como mudanças climáticas, insegurança alimentar e pobreza, conectando ciência, indústria e sociedade de forma efetiva e transformadora.
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| | Antonio Gustavo Sampaio de Oliveira Filho (IQSC-USP)
Abordagens computacionais são cruciais para explorar e realizar o potencial de novos compostos em aplicações inovadoras, como, por exemplo, (foto)catalisadores, supercapacitores, conversão de energia e captura de carbono.
A teoria do funcional de densidade (DFT) e sua versão dependente do tempo (TD-DFT) são as ferramentas da química computacional mais amplamente utilizadas para investigar a estrutura, reatividade, propriedades eletrônicas e óticas de moléculas e materiais. Mais recentemente, a aprendizagem de máquina (ML) se mostrou uma abordagem promissora que pode acelerar o progresso científico e tecnológico. No entanto, a confiabilidade e precisão dos resultados são fatores críticos para aplicações robustas em química.
Neste trabalho, apresentaremos (i) um benchmark em um conjunto diverso de complexos de Fe, Co e Ni para identificar os funcionais DFT mais adequados para prever espectros UV-Vis por meio de uma análise quantitativa baseada tanto na forma espectral quanto nas energias de excitação; e (ii) uma avaliação do desempenho de um grande modelo de ML para energias de absorção em Pt(111), juntamente com uma nova abordagem de ajuste fino de baixo custo computacional que determina energias de adsorção dentro de 1 kcal/mol dos valores experimentais.
Esta abordagem sistemática resolve um problema crítico ao quantificar rigorosamente o desempenho de métodos computacionais, servindo como guia para a seleção de metodologias e melhoria de modelos de ML em estudos futuros de sistemas análogos.
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Diante dos desafios globais impostos pelas mudanças climáticas, a Química surge como uma das principais aliadas na construção de soluções inovadoras para a sustentabilidade ambiental. Tecnologias como catalisadores para captura de CO2, materiais para energias renováveis, polímeros biodegradáveis, sensores ambientais e sistemas de purificação de água têm origem direta nos avanços da química de materiais e da nanotecnologia. Assim, o objetivo dessa sessão seria reunir pesquisadores de renome das áreas de Química de Materiais, Catálise, Ambiental e Físico-Química para discutir como o desenvolvimento de materiais inteligentes pode contribuir ativamente para mitigar os efeitos da crise climática.
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A criação de espaços de discussão sobre a repatriação e fixação de cientistas no Brasil é essencial para o fortalecimento da ciência nacional. A diáspora científica brasileira, intensificada nos últimos anos por cortes em investimentos em ciência e tecnologia, instabilidade institucional e falta de perspectivas de carreira, representa uma perda significativa de capital humano e intelectual. A repatriação e a fixação de cientistas são medidas fundamentais não apenas para recuperar esse capital, mas também para estimular a inovação, promover a diversidade de experiências e fortalecer redes internacionais de colaboração. Ao propor e liderar essa discussão, queremos discutir sobre a fixação de cientistas na estrutura de pesquisa brasileira, seja em relação aos Programas de Pós-Graduação e as ações do Novo Plano de Pós-Graduação, ou os editais recentes de repatriação. A ideia é discutir isso nos âmbitos institucionais (CAPES/CNPq) e a experiência de pesquisadores que passaram por essa situação. PROGRAMA
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A agricultura 4.0 é um tema atual, capilarizado em diversos ramos da ciência e com impactos científicos, econômicos e sociais. O avanço nas tecnologias ao setor agroindustrial está diretamente relacionado com avanços na área da química, dentre eles e principalmente os produtos alimentícios produzidos e sua caracterização e controle de contaminantes, as áreas da química envolvidas com monitoramento e caracterização como um todo, vertentes da eletroquímica e eletroanalítica e da química analítica, com seu leque de métodos e técnicas à disposição das demandas. O brasil é um celeiro mundial dos avanços no setor agroindustrial e a química é base de muitos dos gargalos superados e dos avanços que a sociedade vivencia, o que justifica a abordagem desta pauta na RA da SBQ.
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