![]() | Assoprando a brasa: memórias da Sociedade Brasileira de Química Em “O Livro dos Abraços”, Eduardo Galeano nos presenteia com um dos contos mais sucintos e belos da literatura latino-americana, cuja temática é tão fugaz quanto suas palavras. Certa feita, um homem foi elevado aos céus e, lá do alto, foi capaz de enxergar o mundo. O mundo, conforme descrito, assemelhava-se a uma vila, composta por uma infinidade de pequenas chamas, em suas palavras “um mar de fogueirinhas”, cada uma singular. Algumas chamas eram contidas, quase diáfanas, mas persistentes. Outras, por outro lado, eram de fogo louco, tempestuoso, e queimavam rapidamente. Há toda sorte de fogueiras, cada uma com sua maneira própria de queimar a vida. Embora todas ardam, em maior ou menor intensidade, existem aquelas que queimam com tamanha vontade e brilho que acabam por incendiar a vida, e é impossível olhar para elas sem pestanejar ou ser acometido pelo calor que delas irradia. » Veja mais… |
![]() | Memórias SBQ: Heinrich Rheinboldt A história da ciência está repleta de encontros improváveis nos quais dissabores encontram a oportunidade. Poucos foram tão transformadores quanto a chegada de Heinrich Rheinboldt ao Brasil em 1934. Expulso da Alemanha pelas leis raciais do regime nazista que não toleravam sua ascendência judaica, Rheinboldt trouxe consigo uma bagagem intelectual impressionante: já havia orientado 35 teses de doutoramento e era chefe do Departamento de Química Inorgânica e Analítica na Universidade de Bonn. Confira o texto de Fernando Galembeck com adaptação e arte de Wilton J. D. do Nascimento Júnior. » Veja mais… |
![]() | Memórias SBQ: Heinrich Hauptmann Nascido em Breslau, Alemanha, no ano de 1905, Heinrich Hauptmann viveria uma breve e intensa vida dedicada à ciência e ao desenvolvimento industrial brasileiro. Hauptmann graduou-se em química na Universidade de Breslau em 1927 e, apenas dois anos mais tarde, conquistou seu doutoramento com uma tese sobre derivados do diacetileno, sob orientação de Fritz L. Strauss. Desde os tempos da graduação, o jovem Hauptmann demonstrava grande aptidão e entusiasmo pela pesquisa. Confira o texto de Fernando Galembeck com adaptação e arte de Wilton J. D. do Nascimento Júnior. » Veja mais… |
![]() | Memórias SBQ: Fritz Feigl Nascido em Viena em 1891, Fritz Feigl era filho de uma família judaica abastada. Obteve seu diploma de engenharia em 1914 na Technische Hochschule Wien, período em que também serviu como oficial na Primeira Guerra Mundial na frente russa. Posteriormente, recebeu seu doutoramento em 1920 sob a orientação de Wilhelm Schlenk, com a dissertação “Über Verwendung von Tüpfelreaktionen in der qualitativen Analyse.” Confira o texto de Fernando Galembeck com adaptação e arte de Wilton J. D. do Nascimento Júnior. » Veja mais… |
![]() | Memórias SBQ: Pawel Krumholz Poucas trajetórias científi cas ilustram tão bem a convergência entre excelência acadêmica e visão industrial quanto a de Pawel Krumholz. Nascido em Rajcza, na Polônia, em 30 de agosto de 1909, sua história entrelaça a resistência ao nazismo, empreendedorismo, inovação tecnológica e contribuições científicas do mais alto nível. Concluiu seu doutorado em 1932 na Universidade de Viena, sob a orientação de Fritz Feigl, renomado químico analítico especialista em microanálise que também se tornaria exilado no Brasil. Confira o texto de Fernando Galembeck com adaptação e arte de Wilton J. D. do Nascimento Júnior. » Veja mais… |
![]() | Memórias SBQ: Pe. Leopoldo Hainberger Na Áustria do início do século XX, quando o Império Habsburgo vivia seus últimos momentos, nasceu Leopoldo Hainberger. Movido por uma vocação religiosa desde a infância, estava destinado a tornar-se um dos pilares da química analítica brasileira. Sua trajetória, entre o altar e o laboratório, demonstraria que não há contradição entre a busca por Deus e a busca pelo conhecimento científico. Confira o texto de Boaventura Freire dos Reis com adaptação e arte de Wilton J. D. do Nascimento Júnior. » Veja mais… |
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![]() | Memórias SBQ: Otto A. Ohlweiler Otto Alcides Ohlweiler, é um dos exemplos mais marcantes de convicção científica e política de nossa história. Nascido em Porto Alegre em 31 de outubro de 1914, em uma família de origem alemã de classe média, Ohlweiler enfrentou desde cedo adversidades que moldariam seu caráter. Nos primeiros anos de vida, contraiu poliomielite, doença que o deixou com sequelas nas duas pernas e no braço direito. Confira o texto de Boaventura Freire dos Reis com adaptação e arte de Wilton J. D. do Nascimento Júnior. » Veja mais… |
![]() | Memórias SBQ: Simão Mathias Desde a infância, o hábito de esconder livros debaixo da cama era comum, e qualquer momento era pretexto para pousá-los sobre o peito e se deixar levar por uma boa leitura. Assim começou a trajetória de Simão Mathias, que ocupa um lugar central na história da química e da universidade brasileira. Nascido na cidade de São Paulo, filho de um casal de imigrantes libaneses, destacou-se desde cedo por seu talento intelectual e interesse pela ciência. Confira o texto de Fernando Galembeck com adaptação e arte de Wilton J. D. do Nascimento Júnior. » Veja mais… |
![]() | Memórias SBQ: Giuseppe Cilento No interstício das grandes convulsões políticas que marcaram a primeira metade do século XX, nasceu Giuseppe Cilento. Descendente de linhagem ítalo-brasileira, Giuseppe Cilento era fruto da união matrimonial entre uma dama paulista e um médico italiano que, antevendo os horrores da primeira Grande Guerra, estabelecera-se em terras brasileiras provisoriamente. Com a deflagração da Primeira Guerra, a família retornou à pátria italiana, onde, sob a influência das tradições latinas, nasceu o jovem Giuseppe. Confira o texto de Ronaldo Aloise Pilli com adaptação e arte de Wilton J. D. do Nascimento Júnior. » Veja mais… |
![]() | Memórias SBQ: Ernesto Giesbrecht Ernesto Giesbrecht nasceu em 27 de março de 1921, na cidade de Ponta Grossa, no Paraná, região com significativa influência cultural alemã. Iniciou seus estudos secundários na cidade de Curitiba, porém, aos quatorze anos, mudou-se para São Paulo, onde concluiu sua formação no Liceu Coração de Jesus. Posteriormente, ingressou no curso de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL) da Universidade de São Paulo (USP), integrando a sétima turma. Confira o texto de Heloisa de Oliveira Beraldo com adaptação e arte de Wilton J. D. do Nascimento Júnior. » Veja mais… |
![]() | Memórias SBQ: Henrique Bergamin Filho Henrique Bergamin Filho nasceu na cidade de Piracicaba, no Estado de São Paulo, em 1931, e faleceu na mesma cidade em 11 de dezembro de 1996. Seu pai era servidor federal e sua mãe era professora primária, uma combinação que moldou um ambiente familiar culturalmente estimulante. Desde cedo, o garoto demonstrou uma curiosidade irrefreável: gostava de desmontar equipamentos para descobrir como funcionavam. Confira o texto de Boaventura Reis com adaptação e arte de Wilton J. D. do Nascimento Júnior. » Veja mais… |
![]() | Memórias SBQ: Lucia Tosi Graduou-se em Química pela Faculdade de Ciências Exatas, Físicas e Naturais da Universidade de Buenos Aires, onde também fez o curso de pós-graduação, tendo obtido o título de doutora em Química em 1945, com um trabalho na área de eletroquímica. No mesmo ano teve seu primeiro filho, Juan Cristobal Puente, fruto de seu primeiro casamento com Hector Puente. Foi professora assistente na Universidade de Buenos Aires e analista no Laboratório de Análises da Cidade de Buenos Aires. Confira o texto de Heloisa de Oliveira Beraldo com adaptação e arte de Wilton J. D. do Nascimento Júnior. » Veja mais… |
![]() | Memórias SBQ: Walter B. Mors Walter Baptist Mors nasceu em 23 de novembro de 1920 na cidade de São Paulo. Formou-se em Química, em 1942 pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP), a mesma instituição que formou Ernesto Giesbrecht, Simão Mathias e outros gigantes da química brasileira de sua geração. No ano seguinte, Mors ingressou no Instituto Agronômico do Norte (IAN), vinculado ao Ministério da Agricultura, em Belém, Pará. Ali, ele entrou em contato cotidiano com a prodigiosa biodiversidade amazônica. Confira o texto de Ronaldo Aolise Pilli com adaptação e arte de Wilton J. D. do Nascimento Júnior. » Veja mais… |
![]() | Memórias SBQ: Paschoal Senise Paschoal Ernesto Américo Senise nasceu em 19 de agosto de 1919, na cidade de São Paulo. Foi aluno, em 1935, da primeira turma do curso de Química da recém-criada Universidade de São Paulo. A Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, fundada em 1934, era constituída por três seções; uma delas abrigava as áreas das ciências, incluindo a Química. A primeira turma do curso de Química era composta de 40 alunos, dos quais quatro completaram o curso nos três anos previstos. Entre eles, Paschoal Senise e Simão Mathias. Confira o texto de Maria Eunice Ribeiro Marcondes com adaptação e arte de Wilton J. D. do Nascimento Júnior. » Veja mais… |
![]() | Memórias SBQ: Otto Richard Gottlieb Quando o jovem Otto Richard Gottlieb desembarcou no Rio de Janeiro em 1939, aos dezenove anos, fugindo de uma Europa que se despedaçava sob a tirania do nazismo, não poderia imaginar que dedicaria as sete décadas seguintes a decifrar a linguagem química das florestas do país que o acolheu. Nascido em Brno, na então Checoslováquia, em 31 de agosto de 1920, Otto Richard veio ao mundo em uma família de origem judaica. Confira o texto de Ronaldo Aloise Pilli com adaptação e arte de Wilton J. D. do Nascimento Júnior. » Veja mais… |
![]() | Memórias SBQ: Blanka W. Wladislaw Há histórias que começam muito antes do lugar onde verdadeiramente florescem. A de Blanka Wertheim começou em Varsóvia no ano de 1917, quando esta cidade ainda pertencia ao Império Russo e quando ser judia, culta e mulher significava carregar, ao mesmo tempo, três razões para muitos duvidarem de suas capacidades. Vinda de família que valorizava a formação humanística, bem como as ciências naturais, Blanka vivenciou experiências que marcaram profundamente sua formação básica: as aulas de ciências, ministradas em laboratório e pautadas pelo princípio de que a observação precede a teoria, deixariam marcas que ela carregaria. Confira o texto de Ronaldo Aloise Pilli com adaptação e arte de Wilton J. D. do Nascimento Júnior. » Veja mais… |
![]() | Memórias SBQ: Adilson José Curtius Há partidas que deixam silêncio, outras, deixam ecos. Definitivamente, Adilson José Curtius pertence à segunda categoria. Nascido em 22 de maio de 1945 na cidade de Trombudo Central, no Rio Grande do Sul, Curtius fez sua formação inicial em Engenharia Química na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde recebeu a base definidora em ciências exatas que marcaria seu estilo de pesquisa por toda a vida. Confira o texto de Boaventura Reis com adaptação e arte de Wilton J. D. do Nascimento Júnior. » Veja mais… |
![]() | Memórias SBQ: Nicola Petragnani No ano de 1929 veio ao mundo Nicola Petragnani, na cidade de Roma, Itália. Filho do renomado professor Gianni Petragnani, microbiologista de prestígio e reitor da Universidade de Siena, cresceu embebido em um ambiente familiar voltado à ciência. A família era da região de Abruzzo e Nicola cresceu em uma Roma que presenciou a ascensão e a queda do fascismo, a guerra, os bombardeios e a escassez.. Confira o texto de Ronaldo Aloise Pilli com adaptação e arte de Wilton J. D. do Nascimento Júnior. » Veja mais… |
![]() | Memórias SBQ: Angelo da Cunha Pinto Nascido em 1948, no norte de Portugal, na pequena cidade de Marco de Canaveses, próxima ao rio Tâmega e a cerca de 50 km do Porto, Angelo da Cunha Pinto construiu sua trajetória entre dois mundos. Ainda criança, aos dois anos de idade, mudou-se com a família para Niterói, no Rio de Janeiro, cidade que se tornaria seu espaço definitivo de vida e atuação acadêmica. Foi o primeiro de sua família a ingressar no ensino superior, formando-se em Farmácia pela UFRJ em 1971. Confira o texto de Maria Domingues Vargas e Vitor Francisco Ferreira com adaptação e arte de Wilton J. D. do Nascimento Júnior. » Veja mais… |
![]() | Memórias SBQ: Ricardo Ferreira No Recife de 1928, cidade que embalaria as composições de Capiba, nasceu Ricardo de Carvalho Ferreira em família de classe média. Filho do representante comercial Antônio Ferreira e da professora Luíza de Carvalho Ferreira, cresceu em ambiente que lhe deu curiosidade intelectual e forte ética de trabalho. Essa base, aliada ao talento inato, resultaria em uma das carreiras mais notáveis da ciência brasileira do século XX. Em 1946, iniciou estudos de Química na USP, na Alameda Glete. Confira o texto de Ronaldo Aloise Pilli com adaptação e arte de Wilton J. D. do Nascimento Júnior. » Veja mais… |
![]() | Memórias SBQ: Faruk Nome Faruk, em árabe, significa aquele que pode distinguir o certo do errado. Quem conheceu Faruk José Nome Aguillera sabe que o nome não era coincidência. Em quarenta e um anos na Universidade Federal de Santa Catarina, ele ajudou a construir o departamento de Química, formou cinco gerações de pesquisadores espalhados por doze estados e deixou uma escola científica que carrega sua marca de rigor, criatividade e, acima de tudo, comprometimento com o certo. Confira o texto de Ronaldo Aloise Pilli com adaptação e arte de Wilton J. D. do Nascimento Júnior. » Veja mais… |
![]() | Memórias SBQ: Eloisa Biasotto Mano Eloisa Biasotto Mano nasceu no Rio de Janeiro em 24/10/1924. Em 1947, formou-se em Química Industrial pela então Universidade do Brasil (UB), hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 1955, formou-se em Engenharia Química pela mesma universidade. Entre 1956 e 1957, esteve na Universidade de Illinois (EUA), onde estudou química de polímeros sob a orientação do professor Carl S. Marvel. Confira o texto de Heloisa de Oliveira Beraldo com adaptação e arte de Wilton J. D. do Nascimento Júnior. » Veja mais… |
![]() | Memórias SBQ: Antônio Celso Spínola Costa Antônio Celso Spínola Costa nasceu em Salvador, Bahia, em 1930. Era fi lho de Antônio de Azevedo Costa e Amélia Spínola Costa. Reconhecido desde cedo como um ótimo estudante, frequentou o Colégio Marista e, em 1949, ingressou na Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, onde se graduou em Engenharia Industrial Química. Ainda antes de se formar, já atuava como monitor. Confira o texto de Boaventura Reis com adaptação e arte de Wilton J. D. do Nascimento Júnior. » Veja mais… |
![]() | Memórias SBQ: Eduardo Peixoto Eduardo Motta Alves Peixoto foi um dos químicos brasileiros com mais forte personalidade e maior diversidade de experiências profissionais. Nasceu em Salvador, no dia 20 de outubro de 1939, mantendo sempre viva sua baianidade, a raiz cultural que o acompanhou ao longo da vida. Formou-se em Química com atribuições tecnológicas pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP) em 1961, trabalhando em empresas até 1964. Confira o texto de Fernando Galembeck com adaptação e arte de Wilton J. D. do Nascimento Júnior. » Veja mais… |
![]() | Memórias SBQ: Oswaldo Luiz Alves Oswaldo Luiz Alves nasceu em São Paulo em 14/08/1947. Desde criança se interessava pela ciência, frequentando clubes de ciência no Colégio de Aplicação da USP, em que os alunos tinham um pequeno laboratório onde faziam experiências de química e biologia. Formou-se técnico em química industrial em 1967 e, em 1973, concluiu os cursos de licenciatura e bacharelado em química na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Confira o texto de Heloisa de Oliveira Beraldo com adaptação e arte de Wilton J. D. do Nascimento Júnior. » Veja mais… |
![]() | Memórias SBQ: Carol H. Collins Carol Collins nasceu em 21 de março de 1931, na cidade de Lowell, Massachusetts (EUA). Em 1948, ingressou no curso de Química do Bates College, Lewiston, Maine, concluindo sua graduação em 1951. Logo em seguida, iniciou seus estudos de doutorado na Iowa University, Ames, Iowa. Sua tese, defendida em 1958, em Físico-Química Orgânica, versou sobre a estereoquímica da adição de brometo de hidrogênio a olefinas, orientada pelo prof. George Hammond. Confira o texto de Maria Eunice Ribeiro Marcondes com adaptação e arte de Wilton J. D. do Nascimento Júnior. » Veja mais… |


























