O que perdemos no Museu Nacional

Este é um momento de luto nacional. 
Queimou-se parte significativa da nossa história nas chamas do Museu Nacional. 
Perdemos o mais antigo fóssil humano encontrado no Brasil. 
Perdemos as coleções de paleontologia que continham fósseis importantes como Maxakalisaurus topai. 
Perdemos também fósseis de esqueleto completo de aves como o de Paraphysornis brasileiensis e os fósseis de tartarugas do Cretáceo. 
Perdemos artefatos de nossos ameríndios que contavam muito da nossa terra. 
Perdemos também coleções importantes de outras terras como a Egípcia, iniciada por Dom Pedro I e as coleções Greco-Romanas organizadas incialmente pela Imperatriz Teresa Cristina. 
Perdemos espécies tipo de todos os cantões de nossa terra. 
Perdemos muito da nossa história. 
Perdemos com o descaso das autoridades com a Cultura, a Educação e a Saúde. 
Perdemos noções de valores quando vemos um país inundado pela corrupção. 
Perdemos até mesmo a esperança quando vemos no que o país está se tornando. 
Até quando o Brasil quer continuar perdendo? 

Um país que não valoriza sua memória e seu patrimônio cultural, seguramente, não caminha para o progresso e sim para o atraso. Precisamos preservar o que ainda nos resta para seguir na direção de construir um país mais solidário, com responsabilidade e justiça, do qual possamos nos orgulhar. 

Norberto P. Lopes
Presidente da SBQ