{"id":14,"date":"2014-12-09T18:12:35","date_gmt":"2014-12-09T20:12:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sbq.org.br\/divisao_ambiental\/2014\/12\/09\/boletim-06-dezembro-2010\/"},"modified":"2014-12-09T18:12:35","modified_gmt":"2014-12-09T20:12:35","slug":"boletim-06-dezembro-2010","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbq.org.br\/ambiental\/boletim-06-dezembro-2010\/","title":{"rendered":"Boletim 06\/ Dezembro 2010"},"content":{"rendered":"<p>Hansen e colaboradores (2010) publicaram recentemente uma comunica\u00e7\u00e3o no J. Environ. Monit. (vol 12, 822-824 DOI:10.1039\/B926551A) cujo t\u00edtulo \u00e9 &ldquo; Elevated antimony concentrations in commercial juices&rdquo;, onde os autores encontraram concentra\u00e7\u00f5es de antim\u00f4nio que chegam a ser 2,7 vezes maiores do que o limite estipulado na Comunidade Europeia para \u00e1gua pot\u00e1vel, mencionando que o metal poderia advir do material usado na embalagem ou introduzido durante o processamento do suco, apontando para a necessidades de uma pesquisa mais apurada nesta \u00e1rea. Foram analisados diversos tipos de sucos, em especial os de frutas vermelhas, comercializados em embalagens de vidro, PET e Tetra Pak. A maior (13,6 ug\/L) concentra\u00e7\u00e3o encontrada de antim\u00f4nio foi num suco pronto para consumo oriundo da Gr\u00e9cia e em embalagem de vidro, valor este que foi comparado com os padr\u00f5es de \u00e1gua pot\u00e1vel da Comunidade Europ\u00e9ia (5 ug\/L), para os EUA (6 ug\/L) e 20 ug\/L, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade. Para o Brasil o valor m\u00e1ximo permitido de acordo com a Portaria 518 \u00e9 de 5 ug\/L.<\/p>\n<p>N\u00e3o tardou para que Ralph Vasami, Diretor Executivo da PET Resin Association (PETRA), uma entidade de classe das ind\u00fastrias americanas produtoras de PET enviasse para o J. Environ. Monit. uma carta (Comments on &lsquo;Elevated antimony concentrations in commercial juices&rsquo;, DOI:10.1039\/C0EM00417K ) na qual dizia que &ldquo;nenhum dos dados indicam que n\u00edveis &ldquo;elevados&rdquo; ou n\u00e3o seguros de antim\u00f4nio foram encontrados em qualquer dos sucos comerciais, bem como as varia\u00e7\u00f5es encontradas nos n\u00edveis de antim\u00f4nio pudessem ser atribu\u00eddas ao PET ou aos outros materiais de embalagem&rdquo;. O Sr. Ralph tamb\u00e9m afirma que o n\u00edvel mais elevado do metal foi encontrado num suco envasado em vidro, e que mesmos aqueles sucos comercializados em Tetra Pak tinham mais Sb que aqueles em PET. Faz uma s\u00e9rie de considera\u00e7\u00f5es adicionais, e foi enf\u00e1tico sobre a inconsist\u00eancia das conclus\u00f5es contidas no artigo original pelo fato de que suco n\u00e3o \u00e9 \u00e1gua pot\u00e1vel.<\/p>\n<p>Assim sendo, n\u00e3o se pode assumir o valor de 5 ug\/L como valor m\u00e1ximo permitido, mas sim 40 ug\/kg, valor este obtido pela Diretriz da Comunidade Europ\u00e9ia (Directive 2002\/72\/EC) sobre migra\u00e7\u00e3o por contato com a embalagem. E dentro deste novo limite, n\u00e3o havia o porque se preocupar pois os valores estavam bem abaixo desta concentra\u00e7\u00e3o.O caso n\u00e3o se encerrou nesta carta, pois ainda temos a resposta dos autores do primeiro artigo esclarecendo as d\u00favidas levantadas pelo diretor da PETRA, a qual pode ser acessada para leitura adicional (DOI:10.1039\/C0EM00533A).O fato ilustra alguns pontos importantes e que muitas vezes nos passam desapercebidos na nossa pesquisa: (a) n\u00e3o basta ter apenas boa inten\u00e7\u00e3o ao escolher um tema para pesquisa; (b) n\u00e3o basta fazer um trabalho anal\u00edtico bem feito quando se trata de inferir poss\u00edveis riscos \u00e0 sa\u00fade humana; (c) \u00e9 importante conhecermos a legisla\u00e7\u00e3o pertinente que versa sobre a matriz estudada; (d) n\u00e3o tire conclus\u00f5es que n\u00e3o sejam respaldadas pelos dados obtidos; (e) as condi\u00e7\u00f5es de contorno do nosso estudo devem ser o mais abrangente poss\u00edvel; O Boletim de 2010 se encerra neste n\u00famero. A DAB deseja a todos seus associados um Feliz Natal e um Feliz Ano Internacional da Qu\u00edmica!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hansen e colaboradores (2010) publicaram recentemente uma comunica\u00e7\u00e3o no J. Environ. Monit. 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